top of page

Já não se lê Poesia


Já não se lê poesia.

Não se sabe se a lua reflecte o sol ou só o fogo,

e a exaustão extingue só o que não se vê

É do fumo…

O activismo da sirene que se houve ao fundo,

de uma ambulância que não sabe o rumo

e mesmo assim leva tudo atrás.

Fumo adentro, voraz.

A indignação é reação inflamatória,

o resultado repetido:

Ofensivo.

Já nem sabemos o que é pátria.

Esventrados até ao tutano:

painéis, minérios, enganos.

Esta História não é nossa,

sem coragem, sem carácter, somos ciganos.

Sem Terra, sem lugar, sem aldeia.

Passageiro.

Tão eloquente, tão sabedor, tão sabe a dor.

Não arde aqui ao lado mas arde dentro.

Comentários


bottom of page